terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Ano de muita luta e conquistas para os metalúrgicos de Camaçari. Energia renovada para 2018

Apesar de todas as dificuldades impostas pela crise na economia, pelo governo golpista de Temer e pela intransigência patronal, os metalúrgicos em Camaçari conseguiram acumular vitórias e avanços importantes no ano de 2017. Do retorno do pessoal em lay off à reativação do 3º Turno, a categoria, conduzida pelo Sindicato, soube assegurar a empregabilidade no Complexo Ford. Tanto que encerra-se o ano sem demissão em massa. Mas as conquistas não foram apenas econômicas. A categoria teve ao longo do ano uma intensa agenda, com mobilização pelo Dia Internacional da Mulher, Consciência Negra, protestos contra as reformas trabalhista e previdenciária, Forró, eventos no Metal Clube e tantas outras manifestações do nosso calendário. Neste jornal, vamos rever as principais ações e fatos que marcaram este ano para os metalúrgicos.

ACORDO POR 2 ANOS
O ano começou sem aquela pressão da Campanha Salarial, graças ao acordo de dois anos fechado entre o Sindicato e o Complexo Ford, que assegurou aumento real de salários e uma série de benefícios, como PLR,  abono e tíquete alimentação. Protegida pelo acordo, a categoria não sofreu para garantir os avanços que alcançou em mais um ano.

PLR E ABONO
Os trabalhadores do Complexo Ford tiveram mais um motivo para comemorar neste fim de ano. Apesar da crise na economia, o Sindicato conseguiu garantir nas negociações com a montadora 98,24% da PLR, uma conquista histórica. A segunda parcela tem valor de R$ 10.143,00. Somando com a primeira parcela, no valor de R$ 8.573,00, o valor total máximo a ser recebido pelos trabalhadores é de R$ 18.716,00. O Sindicato também conseguiu manter o pagamento do abono, benefício que foi retirado em outras montadoras no país, mas que aqui em Camaçari continua valendo.

ANTECIPAÇÃO DO 13º
Na base da insistência e muita habilidade nas negociações, o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari conseguiu junto a Ford a antecipação do pagamento da primeira parcela do 13º salário para fevereiro. A antecipação, grande conquista do Sindicato, é muito importante para recompor o orçamento doméstico dos trabalhadores e suas famílias, ainda mais num período de tantas despesas, como o início de ano, com gastos envolvendo impostos, escola dos filhos, IPVA etc. O Sindicato conseguiu sensibilizar a Ford a atender esse pleito.

REATIVAÇÃO DO 3º TURNO
O empenho do Sindicato nas negociações garantiu a reativação do 3º Turno, conquista fundamental do Sindicato dos Metalúrgicos na luta pela manutenção dos empregos no Complexo Ford. O retorno do 3º Turno aconteceu com a volta de mais de 1.500 trabalhadores. O terceiro Turno tinha sido encerrado pela Ford, por causa da crise econômica, e seu retorno foi resultado de um amplo movimento de negociação que o Sindicato promoveu para convencer a Ford a reativá-lo.


RETORNO DO LAY OFF
No começo do ano, centenas de trabalhadores retornaram às funções graças ao acordo de lay off fechado entre o Sindicato e a montadora ainda em 2016. Essa medida preservou os postos de trabalho, evitando demissão em massa na fábrica, bem diferente do que aconteceu em várias montadoras no país, que demitiram e retiraram direitos.

GERAÇÃO DE EMPREGO
O Sindicato conseguiu negociar este ano a criação de 160 vagas de emprego no Complexo Ford. Por meio do presidente da entidade, Júlio Bonfim, foi negociado com a empresa a necessidade da criação desses novos postos de trabalho para suprir a crescente demanda.

Mulheres metalúrgicas mobilizadas
As metalúrgicas de Camaçari, através da secretaria da Mulher do Sindicato, tiveram um ano de muita mobilização. Em março, uma série de ações comemorou o Dia Internacional da Mulher, em 8 de Março. Já o Outubro Rosa alertou para o combate ao câncer de mama, com importantes ações dentro das fábricas. Outra campanha importante foi “16 dias de ativismo”, que chama atenção para a importância de lutar contra violência contra a mulher.

Sindicato recebeu diversas homenagens
Trabalhadores de diversas empresas, como Autometal, Cooper, Magna Cosma e Benteler, entre outras, prestaram homenagens este ano ao Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari - CTB pela atuação em defesa do emprego e dos direitos da categoria. Foram entregues placas comemorativas e promovidos encontros para reforçar a confiança do chão de fábrica no Sindicato. A entidade agradece as manifestações de carinho e mantém a luta viva para 2018!

Dia das Crianças com festa e diversão pra garotada
Em outubro, o Sindicato promoveu uma grande festa para marcar o mês das Crianças, no Metal Clube. Teve brinquedos infláveis, grupo de animação, sorteio de brinquedos e toda a estrutura do clube para garantir a diversão da criançada. Ano que vem tem mais!

Patrimônio: Sindicato ganhou nova sede
O Sindicato inaugurou este ano a sua nova sede, no centro de Camaçari, com mais conforto e comodidade aos sindicalizados. Moderna, a nova sede foi ampliada e é mais uma ação da direção da entidade na preservação e crescimento do patrimônio dos trabalhadores. 

Esporte tomou conta do Metal Clube 
O Metal Clube, que se tornou em pouco tempo espaço de confraternização dos trabalhadores, foi palco este ano de diversas competições esportivas, como campeonatos de futebol e vôlei. Para o Sindicato, investir em esporte é garantir mais saúde aos trabalhadores e diversão, pois a integração da categoria é uma das prioridades do Sindicato.

A importância da luta contra a reforma da Previdência em 2018
O próximo ano promete ser de muita luta no campo político. Além de ser ano eleitoral, 2018 prevê uma batalha no Congresso Nacional contra a Reforma da Previdência. O governo Temer vai tentar a todo custo aprovar a reforma, que massacra o povo brasileiro. Por isso, a classe trabalhadora tem papel fundamental para manter as mobilizações e pressionar o Congresso a rejeitá-la. A reforma impactará diretamente a vida de mais de 140 milhões em nosso país. E mais, afetará a condição humana, a sobrevivência de mais de quatro mil municípios do país. Entre as medidas contidas na reforma da Previdência sinalizada pelo governo Temer, está a desvinculação do reajuste dos benefícios ao salário mínimo. Outro item da reforma é exigir, para a aposentadoria, a idade mínima de 65 anos e 35 anos de contribuição. Atualmente, uma das formas pela qual a aposentadoria pode ser concedida é por idade, aos homens com 65 anos e às mulheres com 60 anos, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos.

25/12/2017

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